Não é apenas nos esportes que argentinos e brasileiros dividem as mesmas paixões. No campo da gastronomia também há  ânimos acirrados. Os argentinos, mais especificamente os portenhos, defendem que não há nada mais tradicional e boêmio que um bom bodegón. Do lado de cá, principalmente entre as esquinas cariocas, quem é bom de copo garante que não existe nada como a alma encantadora dos botequins. Nos dois casos, a comida farta e simples e o ambiente idem, além de acolhedor e cheio de histórias são a marca das casas. Só visitando e provando para decidir quem ganha essa disputa. O melhor, claro, é não se decidir nunca, para poder sempre voltar e experimentar, experimentar, experimentar…

BOTEQUINS

Adega da Velha

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Um bar com sotaque nordestino e o (bom) tempero forte da região. No cardápio, destaque para o baião-de-dois (feijão e arroz cozido juntos e incrementados com ingredientes como cheiro-verde, queijo coalho e manteiga de garrafa).  Entre os petiscos, queijo coalho com melado e bolinho de aipim com carne seca. As mesinhas na calçada são as mais disputadas.

Rua Paulo Barreto, 25, Botafogo

Adega Pérola

Um clássico de Copacabana. O bar tem mesas coletivas, perfeitas para compartilhar vinhos ou chope. Mas o que chama atenção no local é a lista de exóticos e variados petiscos, que ficam expostos no balcão. O divertido  é sair experimentando diferentes porções.

Rua Siqueira Campos 138, Copacabana

Bar do Mineiro

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Visitar Santa Teresa é programa imperdível para turista ou carioca, com o charme de suas ladeiras, ateliês e a vista da cidade. E não dá para ir a Santa sem uma cerveja no Mineiro. Ponto de encontro da juventude, tem um amplo salão apinhado de mesas e bondinhos, a marca do bairro, decorando as paredes. Vale experimentar os tradicionais pasteizinhos de feijoada.

Rua Paschoal Carlos Magno 99, Santa Teresa

Jobi

Ponto de encontro da boemia carioca. Decoração simpática e acolhedora, uma varanda recheada de mesinhas quase coladas umas as outras, chope gelado, petiscos clássicos e saborosos, garçons atenciosos e um horário generoso, que vara a madrugada.

Avenida Ataulfo de Paiva, 1.166, Leblon.

Pavão Azul

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É um pé-sujo para lá de tradicional. O cardápio, porém, é recheado de iguarias preparadas no capricho. Destaque para a feijoada, servida aos sábados. Para quem quer apenas petiscar, uma boa pedida são os pastéis e os sanduíches de pernil e carne assada.

Rua Hilário de Gouveia, 71, Copacabana.

BODEGONES

Albamonte

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Se tiver alguma dúvida em relação ao cardápio (afinal, o que não faltam são opções nessa casa), não deixe de perguntar. Os garçons já estão acostumadas a indicar as especialidade da casa para os clientes. Há desde queijos para beliscar, até peixes, mariscos e massas. Os pratos são preparados na hora.

Av. Corrientes 6735, Chacarita.

El Banderín

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Ambiente aconchegante, decorado com bandeirinhas de times de futebol. O bar é especializado em picadas, as pequenas porções para seguir petiscando por horas e horas.

Guardia Vieja 3601, Almagro

El Obrero

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Na década de 50, era frequentado pela classe tabalhadora do bairro, mas ganhou fama e atraiu celebridades. Até os integrantes do U2 já pisaram por lá. Os grandes atrativos estão na cozinha, com pratos como a paella.

Agustín Caffarena 64, Barracas

Miramar

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Inaugurado em 1950, conta com uma boa variedade de petiscos, com destaque para as tortillas, sardinha assada e ostras frescas. Ambiente tradicional e garçons atenciosos.

Av. San Juan 1999, San Cristóbal.

Ña Serapia

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Ambiente com poucas mesas e pouco atrativo. O destaque está no cardápio. As empanadas de carne picante, cozinhadas no forno, tem tamanho e recheio generosos e são um dos muitos chamarizes da casa.

Av. Las Heras 3357, Palermo