Por Laura Souza

Dois grandes nomes da música brasileira. Dois ícones que marcaram a história pela ousadia, criatividade, irreverência e talento. Sem papas na língua, sem rodeios, com eles era preto no branco, falavam o que queriam através de palavras, gestos ou por suas canções. E com essas, eles se consagraram.

Para matar as saudades dessas duas potências musicais, o Rio Book traz para a série “Estátuas do Rio” ninguém menos que Agenor de Miranda Araújo Neto e Sebastião Rodrigues Maia. Os artistas de muitas facetas foram eternizados também com estátuas pelo Rio para que possamos sempre lembrar dos dois cariocas.

O síndico do Brasil

Apelido dado pelo amigo Jorge Ben Jor na música W/Brasil, o síndico atuou como cantor, compositor, maestro, produtor musical, instrumentista e empresário. Além disso, foi o responsável pela introdução do estilo soul na música popular brasileira. Por conta de sua voz marcante, sempre rouca e grave, Tim Maia é até hoje um dos ídolos do Brasil e referência internacional. Em nosso país não há quem não o conheça e no exterior ele foi classificado como o maior cantor brasileiro de todos os tempos e como o 9º maior artista da música brasileira pela revista Rolling Stone.

Estátua de Tim Maia, na Tijuca.
Estátua de Tim Maia, na Tijuca.

Sua estátua, inaugurada em 2015, fica no bairro onde ele nasceu e foi criado: a Tijuca, mais especificamente na Praça Castilhos França – mais conhecida como Praça Afonso Pena. Tim foi imortalizado de terno, sapato social e com o simbólico microfone na mão, tudo em bronze e alumínio, pela artista Christina Motta.

Placa da escultura de Tim
Placa da escultura de Tim.

Poeta, rebelde, boêmio e polêmico

Cazuza era um furacão: por onde passava abalava as estruturas. Cantor de performance irreverente, compositor de letras e melodias ousadas, poeta de palavras ácidas e diretas. Ele iniciou sua carreira como vocalista da banda Barão Vermelho, ao lado de Frejat. Depois seguiu carreira solo e foi aclamado pelo público e pela crítica. Criou, recriou, ousou e repaginou a música brasileira. No pouco que viveu, deixou uma obra para ficar: aliou rebeldia e genialidade em suas canções, que seguem eternizadas na memória de todos os fãs.

A estátua de Cazuza.
A estátua de Cazuza.

Desejo de sua mãe, Lucinha Araújo, a estátua passou por muitas questões burocráticas antes de ser oficialmente autorizada. A criação, também de Chistina Motta, demorou quatro meses  e finalmente foi inaugurada no ano passado, no Dia Mundial de Combate à Aids, com show da cantora Teresa Cristina, que relembrou as canções de Cazuza. Para quem quiser ver o artista deitado sobre um pedestal, de óculos escuros, calça jeans e descalço, o monumento fica na esquina da Rua Dias Ferreira com a Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon.

Christina Motta, a artista que esculpiu Tim Maia e Cazuza.
Christina Motta, a artista que esculpiu Tim Maia e Cazuza.

Fotos: Divulgação.