Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios foram os primeiros homens que se travestiram de mulher nos palcos cariocas nos anos 1960, quando o Brasil vivia sob rígida ditadura militar. Passado mais de meio século, essas artistas continuam em atividade como cantoras, atrizes e comediantes, inclusive no espetáculo “Divinas Divas”, em cartaz há muitos anos no Teatro Rival, centro do Rio.

Quando viu o show pela primeira vez, há mais ou menos uma década, a atriz e produtora Leandra Leal estava em busca de algum projeto para dirigir. “Quando vi todas elas em cena, reunidas, entendi que essa história fala muito sobre mim, que era meu primeiro filme, que eu tinha que fazer”. E, assim, nasceu “Divinas Divas”, o filme, que estreia essa semana em 38 salas de todo o país.

Aclamado pela crítica e pelo público no Festival do Rio 2016 (Melhor Documentário pelo Júri Popular e vencedor do Prêmio Felix); no Festival Aruanda 2016 (Melhor Diretora e Melhor Filme pelo Júri Popular); e selecionado pelo SXSW Festival 2017 em Austin, Texas, EUA, “Divinas Divas” traz a intimidade, o talento e as histórias dessas oito artistas que revolucionaram o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. “A grande lição que tirei de todo esse processo é a liberdade de viver de acordo com o que você deseja, com a sua potência”, destacou Leandra em recente entrevista.

A diretora do filme, Leandra Leal
A diretora do filme, Leandra Leal: “As divas fazem parte do meu mundo e eu do delas”

A família Leal, o Rival e as Divas
Quando a diretora diz que a história das divas também é sua história, se refere ao vínculo afetivo que mantém com Teatro Rival, fundado há 83 anos por seu avô, Américo Leal (in memoriam) e, desde 2016, sob sua gestão. Foi lá que as “divas” fizeram suas primeiras apresentações. Quem não conhece esses bastidores, tem a oportunidade de ouvir da diretora, no início do filme, em primeira pessoa: “As divas fazem parte do meu mundo e eu do delas. Elas nunca foram estranhas pra mim. Meu avô tinha um teatro. Minha mãe é atriz e eu também sou atriz, nós herdamos esse teatro, o Rival, onde eu vivi as memórias mais fortes da minha infância, nos bastidores, à beira do palco”.

No Rio, nesta semana, “Divinas Divas” está em cartaz nos seguintes cinemas:

Cine Odeon (Centro) – 19h30 (sexta), 20h (sábado), 20h30 (domingo e terça)
Espaço Itaú de Cinema 5 (Botafogo) – 17h40 e 21h50
Estação Net Rio (Botafogo) – 17h45 e 21h40 (até terça-feira)
Cine Joia (Copacabana) – 20h (segunda, 26/6)
UCI New York City Center (Barra) – 18h20 e 22h30
Ponto Cine (Guadalupe) – 20h
Centro de Artes UFF (Niterói) – 13h50 (sexta a domingo)
CinEspaço Partage 3 (São Gonçalo) – 21h20