Por Laura Souza

O Rio de Janeiro é marcado não só por suas belezas naturais, mas também pela arte e pela cultura. É fácil perceber pela quantidade de programas culturais e artísticos que ocupam a cidade e agradam cariocas e turistas – principalmente aos finais de semana.

A arte está em todos os lugares. Mas a dica do Rio Book de hoje é sobre dois lugares que abrigam um verdadeiro mergulho nesse rico e belíssimo universo.

Portinari – Arte e meio ambiente

Candido Torquato Portinari foi um artista plástico brasileiro que retratou o país em seus trabalhos. Mundialmente famoso por suas telas, ele conseguiu levar a arte para além delas. Através das suas quase cinco mil obras, que vão desde pequenos esboços e pinturas de proporções padrão até gigantescos murais (como o famosíssimo Guerra e Paz), ele aproximou cultura e meio ambiente em imagens que nos fazem refletir sobre a relação com as pessoas e a natureza.

Na exposição da Casa da Ciência da UFRJ, 23 réplicas digitais de suas obras estarão em exibição, fazendo um convite a conhecer a diversidade de Portinari e sugerindo a reflexão de como podemos construir um mundo melhor. Uma exposição para viajar pelas cores e olhares do artista e se inspirar por seu constante desejo de mudança, de transformar a realidade.

Entrada gratuita

Informações do Local:

Casa da Ciência da UFRJ: Rua Lauro Muller, 3 – Botafogo,

3938-5444


Terça a sexta: 9h às 20h / Sábados, domingos e feriados: 10h às 20h

Exposição Henri Matisse – Jazz

Apesar de ser mais conhecido como pintor, Matisse também era desenhista, gravurista e escultor, um artista de muitos talentos. O francês, conhecido pelo uso da cor em sua arte de desenhar fluida e original, terá suas obras exibidas na Caixa Cultural.

A exposição reúne 20 imagens do livro “Jazz”, que revela uma mudança estética importante na carreira do pintor. Após ficar adoentado por conta de um câncer no intestino, Henri foi hospitalizado e os médicos deram para ele apenas seis meses de vida. Sem poder viajar por estar preso à cama e à cadeira de rodas, Matisse deu um jeito de continuar aperfeiçoando sua originalidade: utilizou experiências recolhidas em suas viagens e sua enfermeira como modelo. Foi nesse período que ele inventou a técnica de au pochoir (estêncil), que explora os desenhos e as colagens com papéis recortados pintados com guaches de cores vivas alinhados a textos impressos, e implementou a série Jazz, em 1947.

Os codomas
Os codomas

O autor justificou o nome escolhido ao dizer que suas obras falam de muitos assuntos, mas principalmente sobre circo, contos populares e viagens, que podem facilmente ser embaladas pelos sons de uma orquestra de jazz. Foi daí que vieram algumas obras que mais tarde foram consideradas como as mais importantes de sua carreira.

Depois de passar (e fazer sucesso!) em Salvador, Brasília, Recife e Fortaleza, “Jazz” chega ao Rio trazendo um dos mais belos livros de arte do século XX. Imperdível!

Entrada gratuita

Informações do Local:

Caixa Cultural Rio de Janeiro: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro

3980-3815


De 25 de outubro a 22 de dezembro/ Terça a domingo, das 10h às 21h