Por Laura Souza

Além das belezas naturais, dos pontos turísticos e de toda a programação cultural e de entretenimento que o Rio oferece, ainda existem as pequenas surpresas que a cidade reserva a cada esquina. Um prédio histórico, um monumento simbólico… homenagens a personagens ilustres que marcaram a cidade de alguma forma.

Falando em homenagem, esses dois ícones tiveram seu talento e sua contribuição para a música reconhecidos através de estátuas. Escondidas em uma rua ou outra, marcando presença nos locais de seus antigos frequentadores ilustres, abrilhantando as paisagens e lembrando aos cariocas e turistas quem já passou por aqui, as “Estátuas do Rio” fazem parte da cidade e contam um pouquinho da história de célebres artistas.

Com vocês, duas personalidades que marcaram a história da música brasileira!

Ary Barroso

O mineiro de Ubá, Ary Evangelista Barroso, deixou um legado de mais de 260 canções. Só Carmen Miranda gravou 30 músicas dele e emplacou muitos sucessos no cinema. Seu samba-canção “Aquarela do Brasil” inaugurou o gênero e tornou-se uma das mais populares canções de todos os tempos. Além de compositor, era locutor esportivo e flamenguista fanático.

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Sua estátua não poderia estar em um lugar melhor: na orla do Leme, onde o compositor passou seus últimos 40 anos, e bem na porta do restaurante La Fiorentina, emblemático reduto da boemia carioca do qual Ary era cliente assíduo. A representação do compositor foi criada em 2002, pelo artista Leo Santana, a pedido dos moradores do bairro. A estátua é interativa: sentado em uma mesa, com a outra cadeira vaga, Ary parece convidar os transeuntes para um chopp e uma deliciosa conversa de bar.

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Cartola

O cantor, compositor, poeta e violonista carioca Agenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é considerado como um dos maiores sambistas da história da música brasileira. Cartola nasceu e passou sua infância na Zona Sul do Rio, mas mudou-se para a Mangueira e foi lá que se iniciou no mundo da boemia, da malandragem e do samba, é claro! E foi dessa vivência que nasceram canções icônicas e que fazem sucesso até hoje, como “As Rosas Não Falam” e “O Mundo É Um Moinho”.

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Sua estátua está em um lugar marcante de sua vida, onde ele deixou de ser Agenor para virar Cartola: no Morro da Mangueira. Tocando violão de pernas cruzadas, o compositor de bronze fica em frente ao Centro Cultural Cartola e parece dedilhar as notas para uma de suas canções.  

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Aproveite para visitar as estátuas ouvindo a playlist com o sucesso desses dois mestres da música.

Dá o play e aproveite o passeio!