Por Laura Souza

O futebol é uma paixão nacional. E assim como o Carnaval não se limita somente ao Sambódromo, o futebol carioca vai muito além das quatro linhas do Maracanã. Em toda esquina, em qualquer bar, boteco, restaurante ou padaria, é mandatório ter uma televisãozinha com um jogo – mesmo que passado – rolando. Camisa de time já é traje aceito em (quase!) todo lugar. Qualquer lata no chão vira bola, qualquer papo de elevador vem com o parecer técnico do “jogo de ontem”, qualquer acerto vira “gol”.

Ele está nas praias, nos parques, nas praças,… por toda a cidade é possível observar o mais genuíno amor dos cariocas pela bola. E como tudo que o carioca faz ele dá o seu toque, com o futebol não poderia ser diferente. As versões inovadoras do esporte surgem mais democráticas, possibilitando a prática em qualquer lugar e não limitando seus jogadores pela idade, sexo ou experiência. Na verdade, nem as regras e o número de jogadores são fixos.

E o palco perfeito para essas inovações só poderia ser as areias das praias. Em qualquer uma delas, do Leme ao Pontal, está valendo. Parece que o sol, o calor e o verão completam o cenário que inspira o carioca a criar essas modas, que acabam pegando, rapidamente, no país inteiro. No caso do futevôlei (que não sabemos se é mais futebol ou mais vôlei), o praticante só pode usar os membros inferiores, a cabeça, os ombros e o peito para tocar a bola. Já na famosa (e charmosa!) prática do “altinho” basta uma bola e duas (ou mais, muito mais) pessoas. É chutar um pro outro e começar a diversão. Aliás, o futebol em si é sobre isso mesmo, não é? O importante é praticar, torcer, se divertir… e se tudo der certo, é gol!

As invencionices dos cariocas tornam o Rio cada vez mais maravilhoso. Essas práticas informais de tanto serem repetidas e adotadas com unanimidade acabam virando verdadeiros patrimônios da cidade e ajudam a desenhar a deliciosa CARA DO RIO.

Foto: Acervo Rio Book / Rara Cultural (Agência O Globo – Custódio Coimbra)