Por Laura Souza

Tom Jobim já dizia que existem praias tão lindas, mas nenhuma com o encanto de Copacabana. É dessa música, “Copacabana”, que vem o apelido de “Princesinha do Mar” para a praia mundialmente famosa. Como o poeta, o Rio Book também ama e admira esse cenário emblemático do Rio.

Suas areias emanam charme para todos os públicos. Não tem quem não se encante: quem pisa pela primeira vez, quem frequenta desde pequeno, quem caminha no calçadão ou quem passa de carro e contempla a belíssima paisagem da orla. A larga faixa de areia tem espaço suficiente para diversas modalidades de esporte, principalmente o vôlei e o futebol, e chega a abrigar campeonatos. Aliás, a praia é cenário de grandes eventos. Além dos shows para enormes plateias, é nela que acontece a maior festa de Ano Novo do mundo, com a tradicional queima de fogos, que atrai mais de 2 milhões de pessoas todos os anos.

Copa 3

A Princesinha do Mar é circundada por um calçadão igualmente famoso, com o marcante traçado de pedras portuguesas. E essas pedras têm história! As calçadas de pedra portuguesa escondem um capítulo de um – digamos – ataque de nervos histórico. O trecho é do livro “A Cara do Rio”, de Ricardo Amaral e Raquel Oguri (Rara Cultural).

Copa 2

 

As pedras portuguesas deram problemas desde o primeiro dia! Em 1904, (…) Pereira Passos, um apaixonado pelas tais pedras, comprou lotes e mais lotes diretamente de Portugal (…). Tais pedras, incontestavelmente belas, mas de difícil encaixe, acabaram gerando enorme atraso no cronograma. O atraso irritou tanto, mas tanto, o chefe de obras da avenida Central, o engenheiro Paulo de Frontin, que ele mandou recolher a montanha de pedras portuguesas acumuladas na via e atirá-las ao mar.
Mas ainda bem que, apesar desse traumático rompante, nem Pereira Passos nem Paulo de Frontin desistiram das pedras lusitanas. Em 1919, foram enfim inauguradas as calçadas de Copacabana, com desenho exatamente igual ao original português, chamado ‘Mar Largo’ – que simboliza o encontro das águas doces do Tejo com o oceano Atlântico e que até hoje reveste a praça do Rocio em Lisboa. Mais tarde, quando aterrada a praia de Copacabana, no final dos anos 1960, o nosso maravilhoso Burle Marx redesenhou, aproveitando a base, e aí está o calçadão mais maravilhoso do mundo!

Aproveitando o calor do inverno-quase-versão da Cidade Maravilhosa, que tal dar um mergulho na Princesinha do Mar? Ou caminhar por seu calçadão e apreciar a paisagem? Um passeio delicioso, refrescante e que é a cara do Rio!