Por Laura Souza

Em 14 de maio de 1837, um grupo de 43 imigrantes portugueses decidiu fundar uma biblioteca, com o objetivo de ampliar o conhecimento deles e da comunidade em que viviam. Foi assim que nasceu, na então capital do Império, o Real Gabinete Português de Leitura.

A instituição é um verdadeiro patrimônio cultural luso-brasileiro. Possui um enorme acervo de grandiosa propriedade intelectual, uma beleza arquitetônica ímpar, acervo bibliográfico importante e ainda desenvolve atividades culturais em suas dependências, atuando como biblioteca, pinacoteca, centro de estudos e local para pesquisa.

Obra da pinacoteca do Real Gabinete: Camões no seu leito de morte, por F. Monteiro (1883).
Obra da pinacoteca do Real Gabinete – Camões no seu leito de morte, por F. Monteiro (1883).

A arquitetura do edifício de 1887 é tão deslumbrante que o mesmo figura na lista das vinte bibliotecas mais bonitas do mundo. Não é para menos! Além de toda sua bagagem histórica e cultural, vale a pena a visita pelo belíssimo cenário, que nos transporta para nosso passado imperial.

Clarabóia do Salão de Leitura
Claraboia do Salão de Leitura

Mas não bastasse tanta beleza, o Real Gabinete Português de Leitura guarda o maior volume de obras lusitanas fora de Portugal, com mais de 350 mil obras – algumas valiosas e muito raras. Entre elas, um exemplar da primeira edição de Os Lusíadas, de Luis de Camões, impresso em 1572; manuscritos autografados do Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e o Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, além de centenas de cartas de escritores.

O Rio Book trouxe uma série de fotos para dar um gostinho do que é esse reduto de nossas raízes portuguesas!

Entrada do Real Gabinete Português de Leitura - Sala da Diretoria
Entrada do Real Gabinete Português de Leitura e Sala da Diretoria

 

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Detalhe do busto de Luís de Camões

 

fachada
Fachada

 

Panorâmica do interior
Panorâmica do interior
Informações do Local:

Rua Luís de Camões, 30 – Centro

2221-3138

Segunda a Sexta-feira, das 9 às 18 horas