Por Laura Souza

“No início da década de 1940, o brasileiro consumia sorvetes artesanais nas confeitarias (o de groselha da Colombo e o de creme, servido em taças piramidais, da Casa Cavé, eram sucesso total), mas não havia ainda o gelado industrializado em larga escala.

A mudança ocorreu quando os galpões da falida fábrica de sorvetes Gato Preto, no Rio de Janeiro, foram ocupados pela U.S. Harkson do Brasil, em 1941. Já no ano seguinte, a empresa, vinda de Xangai, adotou o nome Sorvex Kibon. Foi a primeira indústria brasileira de sorvete.

O lançamento da marca aconteceu com o Eskibon. Logo depois, foi a vez do Chicabon. E quando aquela mistura de chocolate, malte e leite enfiada em um palito de madeira ganhou as ruas, o brasileiro passou a ter seu sinônimo informal de sorvete. Gente como o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, incorporaria o nome Chicabon ao seu vocabulário trivial: ‘É preciso alma até para chupar um Chicabon.’”

KIBON - Chica-bon

Nossas histórias e curiosidades sobre a década de 1940 na cidade são retiradas do livro "Anos 40: Quando o mundo, enfim, descobriu o Brasil", de Ricardo Amaral (Rara Cultural).